Eu tinha uma mania engraçada toda vez que pegava algum vôo noturno e ele se aproximava da cidade de destino, com aquela infinadade de luzes e prédios e ruas sinalizando, quem sabe, novidades. Ficava rindo na janelinha do avião pensando “será que é aqui que vou encontrar o amor da minha vida?”. Nops, apenas algumas paixonites internacionais que me convenceram de uma vez por todas que relacionamentos à distância não funcionam – pode ser que funcione com vocês, mas comigo, não rola. Muita mão de obra! Esses dias tirei um sarro da cara de um amigo meu, que saiu de um relacionamento de anos e já engatou outro namoro sério e, para minha surpresa, em vez de rir junto comigo ele me solta essa: “Pior é tu que tem fobia de relacionamento, se a coisa fica séria sai correndo em disparada!”. Fiquei tipo “Hãn? Eu?”. Aí caiu a ficha.
Pode ser que isso aconteça com quem sempre namorou sério e também começou a namorar bem cedo. Meu primeiro namoro começou quando eu tinha uns 19 anos e durou quase cinco. Depois de mais alguns de anos de duração, conheci um coisinha linda de Deus chamada liberdade e foi amor à primeira vista! Hahaha! Liberdade no sentido de não precisar dar satisfação, de não ter horário, de não ter aquela obrigação que é um pouco dureza de fazer outra pessoa feliz. E, claro, não precisar se moldar à personalidade de alguém. O tempo passou, e tanta liberdade me causou um probleminha: desaprendi a fazer concessões. Acumulei um monte de manias, de rituais e de preferências. Aprendi a amar a minha própria companhia. E isso tudo junto fez com que a vontade de entrar num relacionamento fosse inversamente proporcional ao esforço que é necessário para isso. E por esforço, entendam: tempo, dedicação, abnegação, generosidade, parceria e até stress (em tempos de internet, uma curtida desnecessária basta pra causar stress). Só que então vejo meus amigos e amigas constituindo famílias lindas, vejo casais fofíssimos se formando, gente bacana se juntando. O esforço vale a pena sim. E muito! A verdade é que a gente fica extremamente um pouco cínico depois que se acostuma a tanta liberdade. Um belo dia você acorda, se olha no espelho e percebe que se transformou naquele tipo uoh de pessoa que ri de quem está apaixonado – quando, lá no fundo, você e o seu travesseiro bem sabem que isso não passa de inveja branca da felicidade alheia.
Não gosto da noite. Acho tão patético ficar encostado numa parede com um copo na mão e é super chato ter que ‘se livrar’ de pessoas inconvenientes que vêm encher teu saco nesses lugares. Ok, já fui baladeira. Hoje, isso perdeu a graça e o sentido. Se bem que não é na noite que a gente conhece aquelas pessoas que valem a pena. Pessoas da noite, em 90% dos casos, são única e exclusivamente para diversão - sorry se isso soa levemente machista, mas é o que penso. Mas e aí, onde é que se conhece gente legal, todo mundo pergunta. Sei lá. Pode ser na fila da padaria, na sala de espera do médico, no trabalho, na casa de amigos. Só que, mais raro do que conhecer gente bacana é RECONHECER quando a pessoa que está conosco vale a pena. Porque nossa tendência vai ser, na maioria das vezes, autodestrutiva: só enxergar os defeitos. O cara podia ser mais sofisticado, mais sarado, mais atencioso, mais companheiro, mais tudo. Aceitar a criaturinha como ela é, pra quê, né? Aquela aceitação incondicional que tanto queremos, não damos. Aquele leque de qualidades que buscamos, não temos. O amor que ansiamos, não estamos dispostos a dar. E por aí vai. Fobia de relacionamento, hello! Um dos males da pós-modernidade. Ou o mal afamado “amor líquido” de Bauman…Quem nunca? No fim das contas, todo esse blablablá vai pro lixo no exato momento em que encontramos alguém que demonstra, dos jeitos mais impensáveis, que vale a pena SIM deixar de ser sozinho. No pain, no gain!
Pode ser que isso aconteça com quem sempre namorou sério e também começou a namorar bem cedo. Meu primeiro namoro começou quando eu tinha uns 19 anos e durou quase cinco. Depois de mais alguns de anos de duração, conheci um coisinha linda de Deus chamada liberdade e foi amor à primeira vista! Hahaha! Liberdade no sentido de não precisar dar satisfação, de não ter horário, de não ter aquela obrigação que é um pouco dureza de fazer outra pessoa feliz. E, claro, não precisar se moldar à personalidade de alguém. O tempo passou, e tanta liberdade me causou um probleminha: desaprendi a fazer concessões. Acumulei um monte de manias, de rituais e de preferências. Aprendi a amar a minha própria companhia. E isso tudo junto fez com que a vontade de entrar num relacionamento fosse inversamente proporcional ao esforço que é necessário para isso. E por esforço, entendam: tempo, dedicação, abnegação, generosidade, parceria e até stress (em tempos de internet, uma curtida desnecessária basta pra causar stress). Só que então vejo meus amigos e amigas constituindo famílias lindas, vejo casais fofíssimos se formando, gente bacana se juntando. O esforço vale a pena sim. E muito! A verdade é que a gente fica extremamente um pouco cínico depois que se acostuma a tanta liberdade. Um belo dia você acorda, se olha no espelho e percebe que se transformou naquele tipo uoh de pessoa que ri de quem está apaixonado – quando, lá no fundo, você e o seu travesseiro bem sabem que isso não passa de inveja branca da felicidade alheia.
Não gosto da noite. Acho tão patético ficar encostado numa parede com um copo na mão e é super chato ter que ‘se livrar’ de pessoas inconvenientes que vêm encher teu saco nesses lugares. Ok, já fui baladeira. Hoje, isso perdeu a graça e o sentido. Se bem que não é na noite que a gente conhece aquelas pessoas que valem a pena. Pessoas da noite, em 90% dos casos, são única e exclusivamente para diversão - sorry se isso soa levemente machista, mas é o que penso. Mas e aí, onde é que se conhece gente legal, todo mundo pergunta. Sei lá. Pode ser na fila da padaria, na sala de espera do médico, no trabalho, na casa de amigos. Só que, mais raro do que conhecer gente bacana é RECONHECER quando a pessoa que está conosco vale a pena. Porque nossa tendência vai ser, na maioria das vezes, autodestrutiva: só enxergar os defeitos. O cara podia ser mais sofisticado, mais sarado, mais atencioso, mais companheiro, mais tudo. Aceitar a criaturinha como ela é, pra quê, né? Aquela aceitação incondicional que tanto queremos, não damos. Aquele leque de qualidades que buscamos, não temos. O amor que ansiamos, não estamos dispostos a dar. E por aí vai. Fobia de relacionamento, hello! Um dos males da pós-modernidade. Ou o mal afamado “amor líquido” de Bauman…Quem nunca? No fim das contas, todo esse blablablá vai pro lixo no exato momento em que encontramos alguém que demonstra, dos jeitos mais impensáveis, que vale a pena SIM deixar de ser sozinho. No pain, no gain!
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